Oficial da Marinha, comandante de navios, navegador, formador e autor.
A experiência acumulada ao longo de décadas encontra hoje expressão na Náutica Martins da Cruz e na formação de navegadores de recreio.
Da Marinha ao comando no mar
A ligação profissional ao mar desenvolveu-se na Marinha Portuguesa, num percurso que incluiu diferentes funções e o comando de navios.
Entre essas experiências encontra-se o comando do NTM Creoula, entre 2003 e 2006, um dos mais emblemáticos veleiros portugueses e uma embarcação particularmente associada à formação e à transmissão da cultura marítima.
O percurso passou também por navios-patrulha, por funções no veleiro Polar e pela experiência a bordo do NRP Sagres. A navegação em veleiros e noutras embarcações de recreio acrescentou a essa experiência profissional uma relação permanente com a náutica fora do contexto estritamente naval.
Ensinar a navegar
A formação de navegadores de recreio acompanha o Comandante Martins da Cruz desde 1992.
Ensinar navegação nunca significou apenas transmitir regras, fórmulas ou procedimentos. Significa preparar quem está a aprender para compreender o que acontece à sua volta, antecipar situações e tomar decisões no mar com conhecimento e segurança.
A experiência de ensino estendeu-se também à docência no ensino superior, acrescentando uma dimensão pedagógica a um percurso construído essencialmente no mar.
Da experiência à Náutica Martins da Cruz
Foi desta combinação entre navegação, comando e formação que nasceu o projeto que viria a tornar-se a Náutica Martins da Cruz.
A Escola é entidade formadora de Náutica de Recreio credenciada pela DGRM desde 2012 e, mais recentemente, obteve também a certificação DGERT.
A sua identidade resulta sobretudo de uma determinada forma de entender a formação náutica, aprender para saber fazer e saber decidir quando se está no mar.
O Formidável
É difícil contar a história mais recente da Escola sem falar do Formidável.
O veleiro tornou-se simultaneamente embarcação de formação e parte da identidade da Náutica Martins da Cruz. É nele que muitos formandos têm o primeiro contacto prático com aquilo que aprenderam em sala, e onde matérias aparentemente abstratas passam a fazer sentido perante situações reais de navegação.
As navegações, as pessoas que passaram por ele e os momentos vividos a bordo foram construindo uma história própria, suficientemente importante para que o veleiro tenha encontrado lugar também na escrita e na poesia do Comandante.
O mar também se escreve
A relação com o mar não ficou limitada à navegação e ao ensino.
Ao longo dos anos, o Comandante Martins da Cruz escreveu artigos, textos, livros e poesia, deixando registos de diferentes momentos, experiências e formas de olhar para o mar.
Alguns desses textos pertencem já a outros tempos, outros mantêm uma atualidade surpreendente. Há também poemas dedicados ao mar e ao próprio Formidável.
É parte desse património que esta área de Notícias & Artigos pretende recuperar.
Uma história que continua
Da Marinha à náutica de recreio, do comando à formação, da navegação à escrita, existe um elemento comum em todo este percurso, o mar.
Hoje, essa experiência continua a ser transmitida a novas gerações de navegadores através da Náutica Martins da Cruz.
E continua também a produzir novas histórias, em terra, a bordo do Formidável, e sempre que alguém, depois de aprender a navegar, larga amarras pela primeira vez no comando da sua própria embarcação.
